Lee Penn é cristão ortodoxo. Não aceita a reencarnação. Não se pode coligir ensinamento esotérico com o que a religião sectária e exotérica prega, se não se leva em conta a reencarnação. Como a maioria delas nega a metempsicose, fica tudo uma confusão superficial. Não se dá um passo. É como a cobra engolindo o próprio rabo.
As suspeitas que ele lança sobre a corrida da URI pelo poder podem até ser verdadeiras, mas não acho que uma religião universal vá ser inventada pelo homem. Isso talvez até ocorra, mas daqui a um “zilhão” de anos, e deve ser uma síntese, não um sincretismo bobo do jeito que ele imagina. Um mais um igual a dois. Um frankenstein pseudoespiritual.
Há informações interessantes no livro, mas quando ele se mete a entendido em Blavatsky e Alice Bailey, a coisa fica chué mesmo. Ele simplesmente não menciona a chave para encaixar tudo o que essas “escritoras” deixaram com o cristianismo. A reencarnação dos espíritos, ou “egos”, como HPB chamava na DS. O que AB e HPB chamam de "raça" não tem o mesmo significado que a etnologia emprega.
É claro como água que, se os livros religiosos não foram totalmente manipulados, pelo menos grande parte foi. Tentar achar a saída disso, e ainda lançar a culpa dessa confusão na URI, cheira mais a um ataque tolo de quem vê o materialismo a cada dia mais esvaziar as igrejas. Mas isso não é por causa da URI. A “culpa” é dos próprios “donos” das fés, que podaram as grandes árvores das religiões, que agora não conseguem fornecer sombra suficiente para o rebanho em debandada. Esse rebanho pede respostas. Corre para a ciência, que também está em crise. A URI, com o seu sincretismo, atrai alguns, os mais superficiais. Mas não todos.

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