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quarta-feira, 30 de março de 2022

O Grande Amigo de Deus



O Grande Amigo de Deus

Taylor Caldwell

Há vinte anos li "Médico de homens e de almas", de Taylor Caldwell. Ótima a biografia romanceada de São Lucas. O Grande... é a mesma coisa.

Poderia ser um livro inspirado pelo Alto? Sim. Nem todos os escritores são tecnicamente "canais" de informações supramentais, entendidas como aquelas contidas nos arquivos interiores, suprafísicos da história da humanidade. Pode ser apenas a obra de uma meticulosa pesquisadora e hábil escritora? Também pode. Mas, lendo superficialmente a vida de TC, (coisa que agora é bem mais fácil de fazer do que em 1999!) descobri que ela "escreveu sua primeira novela, O Romance de Atlântida, aos 12 anos". Claro que isso não prova nada - muitos artistas são precoces - mas a força autêntica que reside em sua narrativa me leva a conjeturar um caso de conexão, talvez inconsciente, mas direta, com a verdadeira biografia de Paulo de Tarso.

Os que são amantes da literatura meramente romanesca certamente aprovarão o livro. É muito bom. Os que (como eu) procuram na vida dos Santos uma pista do que os tornou santos também vão apreciá-lo.

É a história de um ser humano corajoso, humilde (naquele sentido pouco usual da palavra), ao mesmo tempo fraco (e reconhecedor de sua fraqueza), que levanta quantas vezes for preciso para executar da melhor forma sua missão.

Diz-se que o Cristianismo na verdade é um Paulismo travestido. Se a história contada neste livro for próxima da verdade, talvez se possa especular que tenham existido outros atravessadores (intérpretes, etc.) da Doutrina original do Cristo além do Leão de Deus.

Gelo seco


O Espírito Militar

Celso Castro

sexta-feira, 25 de março de 2022

“Guerra irrestrita”, o Mein Kampf do PCC


Unrestricted WarfareQiao Liang...

ISBN-13: 9780971680722
ISBN-10: 0971680728
Ano: 1999 / Páginas: 208
Idioma: inglês 
Editora: People's Liberation Army


No atual bombardeio de informações e desinformações que nos atinge é quase impossível manter a mesma opinião por mais de três minutos. Mas uma coisa é certa. A História é uma ciência que tem muitos pontos cegos, portanto só pode ser bem analisada em retrospectiva. É temerário pintar um quadro exato da paisagem enquanto o trem está em movimento.

Há quem diga que o flagelo nacional-socialista alemão fora todo ele previsto no libelo autobiográfico de Adolf Hitler, o livro “Mein Kampf”. É verdade. Descontados os paroxismos de ódio e os delírios megalomaníacos, está tudo lá. As anexações; o Lebensraum (espaço vital); o holocausto judeu. Um ideário torpe, ainda em embrião, mas que se concretizou da forma mais macabra possível.

Falando em livros proféticos… há um escrito em 1999 por dois coronéis do Exército chinês, (Qiao Liang e Wang Xiangsui) que parece se enquadrar nessa categoria.

É sabido que a China está em guerra comercial com os EUA. Isso não prova definitivamente que haja um escalonamento desse novo tipo de violência, isto é, não se pode provar que o PCC declarou guerra ao mundo livre. Mas, se a nação mais rica do planeta está sendo atacada, é inquestionável que isso venha a afetar pelo menos grande parte do ocidente. O ato falho nesse raciocínio, e aí entra a “Guerra Irrestrita”, é achar que uma guerra hoje em dia seria conduzida nos moldes convencionais. Uma guerra comercial pode não ser noticiada pela mídia nos primeiros meses de “embate” entre os envolvidos. Estes, por sua vez, não são tão facilmente nomeáveis. Os tratados de comum acordo, as áreas de livre comércio, as uniões geopolíticas locais transformam o tabuleiro da guerra “normal” numa gigantesca estrutura feita de dominós, frágeis e prontos a cair ao menor aumento do barril de petróleo.

E quem pode afirmar que uma suposta guerra comercial não seria apenas uma frente isolada num teatro de operações muito, mas muito mais vasto e surpreendente?

Eis algumas “profecias” da “Guerra irrestrita”:

“(...) a guerra renascerá sob outro formato (...) tornando-se um instrumento de enorme poder nas mãos dos que nutrem a intenção de controlar outros países e regiões.”

“(...) enquanto presenciamos uma relativa redução na violência militar, estamos evidenciando, definitivamente, um aumento na violência política, econômica e tecnológica.”

“Desta forma, a indução de um colapso de um mercado acionário, a contaminação de uma rede de computadores por um vírus, um rumor ou escândalo que resulte na flutuação do câmbio ou, a exposição comprometedora de líderes de um país, constituem ações que podem ser enquadradas como “armas neoconcepcionais.”

“(...) tem havido o desenvolvimento de meios para atacar direta e especificamente um centro nervoso de um inimigo, sem danificar as áreas circundantes. Desta forma têm-se novas opções para obtenção da vitória, gerando a crença de que a melhor forma de se obter a vitória é através de um maior exercício de controle e não através da imposição da morte.”

“Até mesmo o último refúgio da raça humana — o mundo interior do ser humano — não está livre dos ataques da guerra psicológica.”

O que estamos vivendo neste 2020, se não uma guerra psicológica!?

E aqui um aviso temporão aos nossos comandantes militares sobre recursos materiais e humanos:

“(...) algumas nações com visão prospectiva, ao invés de única e simplesmente priorizarem os cortes de efetivos, estão enfatizando: a elevação da qualificação técnica do seu pessoal; o incremento do nível de tecnologia avançada e semi-avançada incorporada ao seu armamento; e a atualização do pensamento militar e doutrinário.”

Bem, aqui parece que o Brasil está na crista da onda, mesmo que involuntariamente, já que a evasão causada pelo achatamento dos salários iniciada nos anos noventa da década passada e levada adiante pelo atual governo, diminuiu bastante os efetivos militares.

O PCC está deixando o mundo de joelhos. Há os que se recusam a ver isso. Há as mídias literalmente compradas pelo Partido que se recusam a noticiar isso. Mascaradas e papagaiando estatísticas suspeitas, aterrorizam-nos diuturnamente com a “guerra contra o vírus”. Lembram-se da “guerra contra o terror” dos anos 2000? Aonde aquilo nos levou!? Isso, ao Iraque. Mesma tática, diferentes atores.

Sobre isso, o que diz a “Guerra irrestrita”:

“Poderia a compra ou obtenção do controle de ações ser usada para transformar os jornais e as cadeias de televisão de uma outra nação como instrumentos de uma guerra da mídia?”

E para os românticos aficcionados da guerra tradicional, homem a homem, o Ministro da Guerra francês na primeira grande guerra Georges Clemenceau, no início do século XX, declarou que “a guerra é um assunto muito sério para ser deixado a cargo dos generais”. Citado pelos coronéis chineses: “uma coisa é certa: os militares não detêm mais o monopólio da prática da guerra.”

Para os que dão um risinho superior e debocham quando alguém usa o termo “comunismo”, eis um aviso que deveria estar nos manuais das academias militares (ops, esqueci-me de que a pedagogia militar positivista é superior às ideologias!!):

“(...) Os legislativos de nações que adotam o modelo representativo de governo não podem evitar o envolvimento por parte dos grupos de “lobby”.

Enfim, o livro é um áugure moderno do que ocorre hoje, diante dos nossos olhos.

Só não ver quem não quer.

quinta-feira, 24 de março de 2022

Falsa falsa aurora

Falsa Aurora - A iniciativa das Religiões Unidas, o globalismo e a busca por uma religião mundialLee PennISBN-10: 859507108X Ano: 2020 / Páginas: 771 Editora: Vide Editorial

Lee Penn é cristão ortodoxo. Não aceita a reencarnação. Não se pode coligir ensinamento esotérico com o que a religião sectária e exotérica prega, se não se leva em conta a reencarnação. Como a maioria delas nega a metempsicose, fica tudo uma confusão superficial. Não se dá um passo. É como a cobra engolindo o próprio rabo.

As suspeitas que ele lança sobre a corrida da URI pelo poder podem até ser verdadeiras, mas não acho que uma religião universal vá ser inventada pelo homem. Isso talvez até ocorra, mas daqui a um “zilhão” de anos, e deve ser uma síntese, não um sincretismo bobo do jeito que ele imagina. Um mais um igual a dois. Um frankenstein pseudoespiritual.

Há informações interessantes no livro, mas quando ele se mete a entendido em Blavatsky e Alice Bailey, a coisa fica chué mesmo. Ele simplesmente não menciona a chave para encaixar tudo o que essas “escritoras” deixaram com o cristianismo. A reencarnação dos espíritos, ou “egos”, como HPB chamava na DS. O que AB e HPB chamam de "raça" não tem o mesmo significado que a etnologia emprega.

É claro como água que, se os livros religiosos não foram totalmente manipulados, pelo menos grande parte foi. Tentar achar a saída disso, e ainda lançar a culpa dessa confusão na URI, cheira mais a um ataque tolo de quem vê o materialismo a cada dia mais esvaziar as igrejas. Mas isso não é por causa da URI. A “culpa” é dos próprios “donos” das fés, que podaram as grandes árvores das religiões, que agora não conseguem fornecer sombra suficiente para o rebanho em debandada. Esse rebanho pede respostas. Corre para a ciência, que também está em crise. A URI, com o seu sincretismo, atrai alguns, os mais superficiais. Mas não todos.


Breve


Autodomínio e o Destino com os Ciclos da VidaSpencer Lewis

Os livros da AMORC são muito bons. Este, porém, a mim parece meio datado. Os tempos são outros. Não acho que as regras um pouco rígidas e excessivamente específicas contidas ali sirvam para balizar a vida das almas hoje. Não acho que o caos dos dias atuais possa ser "vencido" ou contornado por tabelas de maré, datas de nascimento e outras coisas, que talvez há 100 anos tivessem um efeito real. Um livro deles que recomendo muito se chama "Envenenamento mental". Em tempos de gripe chinesa, pode ser bastante útil.

Somos ou não somos racistas?




Um assunto que sempre tem estado em alta há alguns anos é o racismo. Acho interessante e acompanho o que surge aqui e ali sobre ele. É uma questão premente no mundo todo. As mídias ocidentais, o ambiente acadêmico e muitas pessoas públicas estão mais ou menos de acordo sobre o assunto. Sendo um país “multiétnico”, no Brasil o eixo do assunto está na discriminação dos brasileiros de pele escura, a raça negra.

Pensei nos relacionamentos que tive ao longo da vida, desde a infância, passando por adolescência, juventude e idade adulta. Quantas pessoas de cor de pele diferente da minha eu encontrei, convivi, devotei amizade, amei ou não… Realmente não me recordo de ter olhado para nenhuma delas como inferior a mim por causa de sua cor. A diferença que vejo em quem é diferente convida-me antes a incorporar algo dele do que em princípio segregá-lo. Adotei como princípio de vida, respeitar a quem enfrenta os mais fortes, reverenciar os que protegem os mais fracos e tentar imitar os dois tipos.

Resolvi ler um pouco sobre o assunto particular do racismo neste País, tão colorido e ao mesmo tempo tão obscuro. Como não poderia, para escrever sobre isso, ler muito material, lancei mão de duas pequenas obras, que vi, no meu diletantismo de amador, como representativas de dois pólos em eterno confronto. Uma delas, de Ali Kamel – Não Somos racistas – será objeto de alguns comentários no texto abaixo. A outra ficará para um próximo texto.



Resenha do livro “Não Somos racistas”

Apesar de modesto, tem menos de 150 páginas, o livro de Ali Kamel tem a densidade dos fatos. É um trabalho de pesquisador, de um curioso, mas também de um detetive competente. A princípio, não acredita no que falam sobre o racismo no Brasil, já que o que falam não casa com o que ele vê. Segundo ele, uma das maiores forças do Brasil é a sua característica de nação melting pot, ao contrário, por exemplo dos EUA, que é uma nação multicultural ou multiétnica. Neste caso as diferentes culturas, etnias, credos, raças coexistem, mas não convivem. Vivem justapostas, mas não aglutinadas. Estão sob determinada égide nacional, mas seguem separadas como uma casa construída sem argamassa. Pode-se desconstruir a residência tijolo por tijolo e a ideia de casa terá desaparecido após essa operação. Já no primeiro caso, no Brasil, é impossível desconstruir sem destruir, pois cada tijolo, cada parede, estão unidos como uma coisa só. O melting pot seria então, segundo o autor, aquilo que nos fazia sentir “(…) orgulhosos da nossa miscigenação, do nosso gradiente tão variado de cores(…)”. O que o livro se propõe investigar é que estaríamos sendo “reduzidos a uma nação de brancos e negros. Pior: uma nação de brancos e negros onde os brancos oprimem os negros.”

Ali Kamel, como gente que não leu ou leu sem entender pode ser levada a pensar, não descarta o racismo. Em nenhum momento ele afirma não haver manifestações abjetas de racismo no Brasil. O que ele faz, por exemplo, nas inevitáveis comparações com os EUA (esperadas, já que os dois países são coevos) é afirmar o óbvio, isto é, que o racismo ianque é muito mais acintoso e manifesto do que por aqui, que seria um racismo “envergonhado”.

No capítulo inicial “Gênese da nação bicolor” um nome se repete, Fernando Henrique Cardoso. No início de sua trajetória como sociólogo plantou a semente do “racismo a qualquer custo”, que depois foi transplantada nos governos do Presidente FHC e se tornaram frondosas jabuticabeiras nos governos Lula e Dilma. Com perícia clínica o livro mostra como o jovem intelectual FHC “passa a bola” para o ladino político FHC e os dois “fundamentam” o mito de que as agruras do negro no Brasil são preponderantemente filhas do racismo e não só da pobreza. O truque é exposto com clareza. A pobreza não é uma chaga. O racismo é. Que se combata o racismo, não a pobreza, pois isso seria erguer a maioria pobre a melhores condições socioeconômicas e fatalmente, mais cedo ou mais tarde, perder… eleitores, eleitores facilmente manipuláveis. Uma classe, brancos, contra a outra, negros. Laboratório marxista na prática!?

O pretenso cientificismo ideologizado que ergue o punho e aponta, babando e vociferando a palavra “raça” também é examinado. O autor traz opiniões e estudos de especialistas (médicos geneticistas) sobre o assunto. Conquanto longa, vale a pena uma citação:

“O geneticista Sérgio Pena já mostrou isso num estudo brilhante. Usando os marcadores moleculares de origem geográfica, ele analisou o patrimônio genético de cidadãos negros da cidade mineira de Queixadinha e descobriu que 27% deles tinham uma ancestralidade predominantemente não-africana, isso é, maior do que 50%. Considerando-se os brancos de todo o Brasil, descobriu-se que 87% deles têm ao menos 10% de ancestralidade africana. Nos EUA, esse número cai para apenas 11%. Ou seja, no Brasil, há brancos com ancestralidade preponderante africana e negros com ancestralidade preponderante européia. Somos, graças a Deus, uma mistura total.”

E arremata com uma obviedade, daquelas do tipo atual, como ter de explicar que o céu é azul: “Raça, até aqui, foi sempre uma construção cultural e ideológica para que uns dominem outros.”

Disse que o livro é pródigo em números. A parte que mais me intrigou foi o capítulo “Sumiram com os pardos”. É recorrente entre ativistas do “movimento negro” (que não passa de uma articulação político-partidária, só instrumentalmente preocupada com os negros) a frase “lacradora” “a pobreza no brasil tem cor, e ela é negra”. Dizem muito “o Brasil tem a maior população negra depois da Nigéria”. Mas essa interpretação (distorção) é falaciosa, já que soma pardos e pretos e os classifica como “negros”. Segundo Kamel, os brancos são, de fato, 51,4% da população. A grande omissão diz respeito aos pardos: eles são 42% dos brasileiros. Entre os 56,8 milhões de pobres, os negros são 7,1%, e não 65,8%. Os brancos, 34,2%, e os pardos, 58,7%. “Portanto, se a pobreza tem uma cor no Brasil, essa cor é parda.”

Para citar só um dos muitos efeitos deletérios de políticas públicas embasadas em dados falseados e interpretações enviesadas, as práticas de cotas e ações afirmativas se baseiam na certeza estatística de que os negros são 65,8% dos pobres, quando, de fato, eles são apenas 7,1%. Na hora de entrar na universidade ou no serviço público, os negros terão vantagens. Os pardos, não. Do ponto de vista republicano, isso é grave.

Tocante e saboroso, o capítulo “Educação, a única solução” revive um pouco das experiências do autor, quando aos 11 anos, começou a estudar no Colégio Santa Rosa de Lima, no Rio de Janeiro. Nessa parte, ele apresenta números reveladores sobre a educação no Brasil e no mundo. E mais uma vez, a manipulação e o engano são a tônica das estatísticas. A panaceia do autor para a questão do racismo é o óbvio de sempre: investimento maciço em educação. Brancos, pardos e negros pobres precisam para ontem de uma escola séria, não a draga que engole inutilmente nossos impostos. A política imoral e criminosa dos últimos governos nos colocou num beco sem saída na questão do racismo. Qual candidato a algum cargo na República proporá o fim das cotas raciais ou sociais? O “mercado de votos” será implacável com ele.

O último capítulo faz uma advertência muito séria, quando afirma que o multietnicismo tão em voga no mundo ocidental hoje em dia não é, ao contrário do que alguns pensam, um marco civlizatório, “algo chique”, como escreve Kamel. Ele diz que

“(…) nações multiétnicas estão num degrau abaixo em termos de ideal civilizatório: no topo, nações misturadas, em que cor e “raça” são noções de um passado bárbaro; no meio, nações multiétnicas, em que a discriminação é odiosa, mas onde a mistura é evitada como “antinatural”; e no degrau mais baixo, as nações que se orgulham de sua pureza racial, seja ela qual for.”

Eu levaria um pouco mais longe essa constatação. Não seria essa divisão entre “raças” um estratagema para armar um campo de batalha entre irmãos, que de outra maneira jamais se voltariam uns contra os outros? Vemos o que ocorre nos EUA na questão racial. Praticamente um barril de pólvora sempre prestes a explodir. Por aqui, vez ou outra, a mídia de massa (sempre ela) dá nó em pingo d’água para erguer bem alto a bandeira vermelha do racismo a qualquer custo, mesmo sacrificando a inteligência de quem paga pelas notícias. Não somos uma nação bicolor, não somos multiétnicos. Somos miscigenados, somos um só povo. O povo brasileiro. Um povo imperfeito, como qualquer outro. Mas como todos os povos, a caminho da redenção e com uma missão particular a cumprir. Isso precisa ser resgatado. Precisa ser trazido à tona. Não pode ser esquecido. Num Brasil em que judeus, palestinos e árabes conseguem conviver em paz, negros, brancos e pardos terão perdido essa arte? Duvido.